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Condutores de Guarulhos participam do Seminário Nacional da CNTT-CUT
Na ocasião, os Trabalhadores em Transportes aprovaram Pauta Unificada para fortalecer as lutas

24/06/2011

Condutores de Guarulhos participam do Seminário Nacional da CNTT-CUT

 

O encontro reuniu cerca de 100 presidentes e dirigentes dos sindicatos filiados e das Federações dos Portuários, Ferroviários, Rodoviários e do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA-CUT). Os trabalhos do Seminário foram coordenados pelo presidente da CNTT-CUT, o rodoviário de Sorocaba, Paulo João Estausia (Paulinho), e contou com a assessoria política de Carlos Silvestre. O Sindicato dos Condutores de Guarulhos (Sincoverg-CUT) participou ativamente dos debates. Participaram a diretora do Sindicato, Maria Luiza P. da Silva, o diretor da CNTT, Fernando César Pombas e o assessor da presidência, Vagner Menezes (Marrom).Os trabalhadores em transportes filiados à CNTT-CUT aprovaram um conjunto de propostas que fortalecerão as lutas da categoria e contribuirão para a construção de uma Política Nacional para o ramo. Estes foram os principais encaminhamentos debatidos no Seminário “Transportando o Desenvolvimento e a Inclusão Social”, promovido pela Confederação, nos dias 26 e 27 de abril, na sede da Contag (Confederação Nacional da Agricultura), em Brasília.
Paulinho também destacou a importância de mudar a portaria que criou a Lei 12.353, sancionada pelo ex-presidente Lula e assinada pela presidenta Dilma em 11 de março, que nomeia trabalhadores para os Conselhos das Empresas públicas e estatais. Na avaliação do presidente, a portaria tem que garantir não apenas a inclusão, mas que os trabalhadores nomeados possam debater e propor sugestões nas reuniões.Na avaliação do presidente da CNTT, Paulinho, os dois dias de Seminário foram ricos de conteúdo e a participação dos dirigentes foi bastante representativa. “Minha avaliação é extremamente positiva. Debatemos no Seminário com os companheiros (as) temas importantes como a garantia de emprego aos ferroviários demitidos pela privatização da Transnordestina; o combate à tentativa de golpe da grande imprensa que almeja a privatização dos aeroportos, bem como o combate à impunidade e à violência contra sindicalistas”, disse.  
Sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) --- o governo Lula aprovou investimentos da ordem de R$ 104,5 bilhões para os setores de transportes no período de 2011 a 2014 -- Paulinho disse que os investimentos não devem apenas serem vinculados à infraestrutura, mas precisam priorizar a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Estes temas foram abordados pelo presidente da Confederação em entrevista coletiva com a imprensa de Brasília, na terça, dia 26.
A solenidade de abertura do Seminário Nacional reuniu o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, o ex-presidente da CNTT-CUT (2003-2005) que hoje integra o Coletivo Setorial de Transporte do PT Nacional, Pedro Gilson Azambuja, e o Consultor do Portal T1 (transporte), José Augusto Valente.  
Logo após a solenidade, Azambuja e Valente fizeram uma palestra na qual destacaram os principais gargalos da mobilidade urbana no Brasil, os investimentos do PAC 2 e o macro regulatório dos setores aéreo e portuário. Eles enfatizaram a  importância da participação dos trabalhadores nas decisões governamentais e a construção de uma política nacional de transporte.

 

 

Projetos e aeroportos
O deputado federal do PT-SP, Vicente Paulo da Silva (Vicentinho) que participou no segundo dia, 27, e socializou com os dirigentes seus projetos de lei que beneficiam os trabalhadores em transportes. Alguns deles são o que regulamentam a profissão agente de bordo – em Sorocaba os rodoviários conquistaram a contratação destes trabalhadores nas linhas de ônibus da cidade -- e a jornada semanal de trabalho dos caminhoneiros.
Outros temas abordados foram as normas e procedimentos do Ministério do Trabalho e Emprego no que referem ao registro sindical e à atualização de cadastro, que foram apresentadas pelos assessores da Secretaria Nacional de Organização da CUT. Logo após as apresentações, os dirigentes debateram as principais propostas para fortalecer as lutas dos trabalhadores em transportes de todo o País.
Na sua exposição, o presidente do SINA-CUT, Francisco Lemos, elogiou a CNTT pela iniciativa de promover um Seminário com todos os sindicatos filiados e disse que “quando os aeroportuários fazem uma paralisação ela ganha destaque com o apoio e solidariedade dos rodoviários”. O sindicalista ficou irritado com as matérias veiculadas pela grande imprensa sobre a ameaça de privatização dos aeroportos brasileiros. “Esta é mais uma tentativa de golpe da imprensa neoliberal que deseja que apenas a classe média e alta tenham acesso ao transporte aéreo. Eles batem na tecla de que os nossos aeroportos são precários e não tem infraestrutura. Isso não é verdade. Os nossos aeroportos têm infraestrutura, no entanto, não são utilizados adequadamente”, frisa.
Lemos ainda enfatizou que se a privatização realmente fosse boa, por que mais de 80% dos aeroportos no mundo são públicos, um exemplo claro são os Estados Unidos, onde todos os aeroportos são 100% públicos.
Lemos disse que com vinda da Copa do Mundo ao Brasil a aviação está crescendo ao ritmo de 20% ao ano e os desafios dos trabalhadores estão no seguinte tripé: resgatar a satisfação do usuário; garantir a participação ampla dos trabalhadores nas decisões governamentais e o Estado tem que assumir o seu papel. O Secretário de Comunicação e Imprensa da CNTT, Célio Barros, também participou dos debates.   

Bandeiras de lutas
O Secretário de Combate à Discriminação Racial da CNTT-CUT e diretor do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro, Walmir de Lemos (Índio) manifestou preocupação com as concessões das linhas ferroviárias para a iniciativa privada e citou que a privatização da Transnordestina acarretou na demissão de cerca de 100 trabalhadores. Ele também disse que as privatizações nas linhas de trens que aconteceram no Estado do Rio apenas pioraram ainda mais o transporte diário. “A meta era atender mais de 1 milhão de passageiros, mas hoje são atendidas de forma precária cerca de 500 mil por dia. Faltam investimentos e as condições de trabalho dos funcionários são ruins”, explicou.
O diretor do Sindviários e Secretário Nacional da Juventude da CNTT, Alfredo Colletti, destacou a relevância do trabalho dos trabalhadores viários (conhecidos em São Paulo como marronzinhos) e salientou que a sua função não se limita à aplicação de multas. “O sistema viário no trânsito existe há 30 anos. Nos últimos anos por incompetência dos governos que não souberam projetar as vias, as principais conseqüências foram o aumento drástico do trânsito nas capitais. Isso é reflexo da ausência de um sistema de transporte de qualidade. O trânsito piorou de 1992 para cá e o rodízio não resolveu o problema. Estima-se que seis milhões de carros trafegam diariamente em São Paulo, no entanto, deste total, 2,5 milhões circulam com algum problema. É preciso construir um novo sistema eficiente para o transporte coletivo”, explicou.
O dirigente colocou como proposta de luta da CNTT-CUT a regulamentação do adicional de pericolosidade, que hoje atingiria 100% dos trabalhadores de todo o Brasil. O Secretário Nacional de Administração/Finanças da CNTT-CUT, Deladier Nunes de Alencar, e dirigente da Federação Norte/Nordeste enfatizou as principais reivindicações da categoria rodoviária cutista. Ele citou, como exemplos de lutas, a redução da Jornada de Trabalho, sem redução no Salário (a proposta é que a jornada diária seja de 6h para motoristas, cobradores e para trabalhadores das áreas administrativas); a regularização da profissão do cobrador; o retorno da aposentadoria especial para o motorista; o combate às linhas clandestinas/cooperativas e a realização de um debate sobre as licitações interestaduais. “Há 20 anos estamos debatendo a importância da regularização da profissão do cobrador, bem como precisamos combater os clandestinos que não pagam impostos e também não pagam os direitos dos trabalhadores”, salientou.
O vice-presidente da CNTT-CUT e presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, elogiou a Direção da CNTT, em especial o presidente Paulinho, pela iniciativa de trazer a sede da Confederação para Brasília. “Defendemos que a gestão dos portos brasileiros seja profissional. Tem que acabar com a politicagem de nomeações de cargos dentro das empresas públicas. Precisamos de uma gestão séria e profissional para vencer estes obstáculos. Também é fundamental exigirmos contrapartidas sociais, como a manutenção dos empregos, das estatais/empresas que utilizam verbas públicas para investir nos portos”, finalizou.  


Viviane Barbosa - especial para a CNTT-CUT

 



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